quarta-feira, 19 de julho de 2017

Estudo de caso - "Me preocupo muito se minha filha/filho está com a vida social entediante"

Já ouvi de algumas mães sobre sua grande preocupação com a vida social dos filhos, às vezes considerando que a criança tem uma vida social entediante. Por conta dessa preocupação, muitas vezes, chegam a inventar mil atividades ao mesmo tempo (judô, natação, ballet, futebol etc), insistem para que brinquem com outra criança com quem sua filha/seu filho nem quer brincar... tudo bem, é legal proporcionar uma diversidade de oportunidades para a criança ter uma vida social estimulante, mas, já vi excessos e isso é preocupante.

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Na minha prática clínica, pude observar em alguns casos, que a MULHER que é mãe, em situações como essa, pode estar projetando na criança seu desejo ou necessidade de uma vida mais estimulante e gratificante, mas que, por medo de parecer uma mãe ruim, inconscientemente ela transfere a insatisfação que sente com a própria vida social para a vida social da criança.
Situações como essa podem acontecer pelo fato dessa MULHER, muitas vezes, não conseguir cuidar de si pelo excesso de atividades e jornadas de trabalho dentro e fora de casa, com os filhos e outros familiares, e pela pressão social que sofre para ser uma mãe irrepreensível.
Quando ouço algo do tipo: “Fico muito preocupada com minha filha, acho que ela deveria ter uma vida social mais diversificada!”, minhas anteninhas já ficam em pé só observando… digo "Entendo, qual foi a última vez que você saiu para se divertir?"... para estimular essa PESSOA a olhar para o próprio desejo ou para a própria necessidade sem culpa.
Então, se você se identificou com essa situação ou já passou por isso, se tem preocupações como essa ou parecidas, talvez você esteja projetando suas questões em sua filha/seu filho. Para não se prejudicar e não exagerar na atenção às necessidades dela/dele, saiba que você precisa cuidar de si, se dar momentos divertidos, ter alguns momentos para fazer o que gosta sozinha ou com amigas ou com companheiro sem os filhos.

Se para você for muito difícil se dar uma pausa para esses momentos, para satisfazer necessidades e desejos, buscar uma psicoterapia pode lhe ajudar a lidar com a culpa que talvez você sinta só de pensar em descolar um pouco dos filhos.
Para refletirmos - Todo excesso revela uma falta. Pense no que está te faltando e você perceberá o porque do excesso.
Espero que esse pequeno estudo de caso possa contribuir em algo para você. Se conhece alguém que possa se beneficiar com esse texto, compartilhe, fique à vontade!


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